segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mudaram as estações...segunda parte.

Não sou de ninguém, não sou de lugar nenhum.
Mesmo assim nunca me senti tão insegura.
Também, quem no meu lugar se sentiria seguro?
No dia da mudança, aquela correria, vem um camarada ou outro
mas a ressaca ou a responsabilidade para com seus empregos falou mais forte que a amizade.
Sobrou para o meu pai, que acabara de passar por uma cirurgia odontológica e segurou o trampo.
Enfim sós, eu minha Rapha, que é minha mas também não pertence a ninguém.
Nossa casa foi invadida lá pelas 6:00 da manhã.
Enquanto dormíamos arrombaram uma entrada de ar próxima ao fogão e entraram para roubar alguns objetos quase sem valor comercial.
O que os olhos não vêem o coração não sente.Estou satisfeita por não ter percebido a presença dos gatunos.
Muito embora sinta como se estivessem escondidos pelos cantos da casa e passo todo tempo sobressaltada.
Estou cercada de correntes e cadeados, ando sempre com um molho de chaves.
Enquanto não providencio mais grades para janelas e portões, meu pai dorme na sala.
Sai da casa dos meu pais, que ironia , porque almejava ter mais liberdade.
No entanto me sinto mais prisioneira do que nunca.
Hoje é o segundo dia.
Preciso arranjar um cão e amigos leais.
Preciso instalar a antena e ter mais esperança.
Amanhã é outro dia, que seja melhor.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

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